terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Dor e saudade
Me deixe, te ver me tomará o ar, a voz, a vida;
Não quero saber da tua vida, tua história, teus sentimentos
Não quero mas sei.
Porque o quanto mais tento me afastar, mais a vida me aproxima,
Quanto mais tento fechar os ouvidos, mais alguém me sussurra teus passos.
Isso me tortura, desequilibra meu sistema nervoso, me dá palpitação, me tira o sono.
A impulsividade me manda ao seu encontro
Mas sempre que eu atropelo a vida, a vida que me atropela.
Os teus fantasmas me atraem, os teus fantasmas me repelem.
Dor e saudade.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Por quê somos tão burros e não enxergamos os sinais? Por quê as pessoas sofrem em silêncio?
Há alguns anos atrás me espantei em receber um email de um amigo muito querido, dois anos depois do final da nossa convivência me dizendo o quanto fora apaixonado por mim, e o quanto sofreu. Eu NUNCA imaginaria isso se ele não me dissesse. Aí comecei a interligar os fatos e as coisas começaram a fazer sentido. Fico pensando, quantas pessoas não guardam somente para si sentimentos imensos e não dividem esse peso com ninguém? O quanto de revelações que poderiam mudar nossas vidas estão trancafiadas por aí sem que nunca saibamos? Injustiça ou autodefesa? O ser humano é realmente muito complicado.
Há mais ou menos dez anos fui apaixonada por um menininho ruivo. Anos, eu diria. Por ele me tornei uma poeta, de frases tão profundas que nem eu mesmo reconheço. Nunca tive coragem de entregar a ele nem um desses poemas que fosse. Comprei uma folha especial, fiz margens com minha melhor caneta, escrevi em letra de forma e centralizado. Pus até num envelope para entregar-lhe, mas o fim desse trabalho de anos foi uma lixeira qualquer na rua. Nunca tive coragem, embora ele soubesse que gostei dele, talvez ele não saiba realmente o QUANTO gostei dele.
E assim caminha a humanidade, com seus mistérios e dores não divididas...
E a história sempre se repete....
Novas reflexões!
Filhota dormindo...Hora de filosofar!
Por que algumas pessoas nos deixam tão suscetíveis em nossas fraquezas?
Diariamente vestimos nossas armaduras e nossas máscaras para encarar o mundo. Através delas passamos a imagem de pessoas maduras, ou engraçadas, ou autoconfiantes, ou bem sucedidas, felizes, etc... Mas o que realmente somos está guardado lá dentro, e muitas vezes nos custa admitir, ou por não querer enxergar nossas fraquezas ou simplesmente por acreditar na mentira que passamos inconscientemente.
Mas ocasionalmente ocorre uma falha nesse sistema tão “perfeito”. Alguém entra em nossas vidas e nos faz enxergar que talvez não sejamos tão maduros assim, ou tão felizes. Geralmente essas pessoas não precisam dizer nada. É engraçado. Aí a gente fica se explicando, se justificando, tentando achar razões para as falhas, tentando achar terceiros para culpar. Essas pessoas nos ouvem e emendam outro assunto na cola desse. Ou seja, o silêncio irritante de novo, em que não se sabe o que o outro está pensando, se a sua desculpinha esfarrapada colou ou não, ou ele/ela continua achando que vc é um incompetente ou no mínimo meio confuso.
Algumas pessoas nos desestruturam. Mas isso talvez tenha um lado bom, o lado da procura pelo autoconhecimento e a busca pela perfeição inatingível, o reconhecimento das falhas e a busca pela melhora, por uma adaptação que amenize essas imperfeições que nos tornam cada vez mais humanos.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O que são amigos??!!
Quando os círculos de convívio são rompidos, normalmente as amizades acabam ou há um distanciamento, pela própria rotina do dia-a-dia. Amigos são pessoas que passam pelas nossas vidas e deixam algo de bom na nossa lembrança, nos nossos corações, mas que nem sempre estão presentes quando os queremos por perto. Essa é a dinâmica da vida, e tudo bem, tem que ser assim. Há quem tenha muitos amigos, e duvido que consiga se aprofundar com muitos deles, e há quem tenha poucos amigos, e que esses poucos amigos se considerem de sorte, pois certamente terão com quem contar sempre.
Há relacionamentos que por mais que acabem trazendo tristeza se tornam amizades fortes e sinceras, fortalecidas pelo convívio e intimidade prestados nesse tempo de dedicação para com o outro. São pessoas que hora ou outra nos pegamos pensando, sentindo falta. Até onde as memórias são reais ou imaginárias já não sei. Sinto falta do meu amigo Lelo. Que a última frase se faça presente aqui também.
Tive meu convívio social temporariamente rompido, por opção, e já sinto falta ds conversas profundas que só acontecem nos convívios diários. Quando um amigo me visita, não há tempo de aprofundar a conversa e saber se ele ou eu estamos realmente bem, pois há um resumo a ser contado, de tudo o que aconteceu em nossas vidas até então, e não há espaço para perder tempo em um só assunto. Engraçado isso. Repito: sinto falta do convívio diário.
O convívio nem sempre traz amizades. Há pessoas que convivemos sempre, e por mais que haja afeto, não há espaço para que se criem laços de amizade. Tive um convívio profundo com um grupo há três anos e tenho profundo afeto por todos eles, mas não tive um só amigo entre eles. Talvez seja por falta de afinidades, talvez eu não tivesse disponível, ainda não sei. Só sei que de uma forma ou de outra me ajudou na evolução do meu processo individual, onde precisava ter alguém sempre por perto para me sentir segura. Passei três anos sozinha, mesmo rodeada de gente. Família às vezes também é assim.
REFLEXÕES DE MUITOS DIAS.
